Seu Antônio trabalhava há mais de vinte anos na mesma metalúrgica quando a empresa anunciou uma reestruturação. Ofereceram um acordo de rescisão amigável, mas ele desconfiou. O valor parecia baixo para tantos anos de casa.
— Não assina nada sem antes consultar um advogado — recomendou o líder do sindicato.
Seu Antônio procurou um advogado trabalhista com o papel do acordo na mão. O advogado analisou cada cláusula e mostrou que o valor oferecido era menor do que ele teria direito se fosse demitido sem justa causa. Faltavam a multa do FGTS, o aviso prévio proporcional ao tempo de casa e outros benefícios.
— O acordo pode ser bom para os dois lados, mas tem que ser justo — ponderou o advogado. — Vou apresentar uma contraproposta.
Com o advogado ao lado, Seu Antônio negociou um valor 40% maior, manutenção do plano de saúde por seis meses e uma carta de recomendação. A empresa aceitou. Ele saiu com dignidade e o dinheiro justo pelos anos de trabalho. A lição que ficou: nunca negocie demissão sozinho.