O Terraço Imperial tinha um hall de entrada com lustre de cristal e carpete vermelho. Na porta, um manobrista de paletó azul-marinho esperava com as mãos para trás.
Luísa desceu primeiro com a bolsa transversal.
— O carro vai ficar até domingo — ela disse.
— Pode deixar, senhora. Vou estacionar na vaga coberta.
— Tudo bem. Você me dá um comprovante?
O manobrista puxou um bloquinho do bolso.
— Claro. Nome do senhor?
— Carlos Eduardo Almeida.
Ele anotou. Rasgou uma folha e entregou.
— Aqui está. Quando for retirar, é só apresentar.
Luísa olhou o papel. Número, data, assinatura, placa do carro.
— Tá bonitinho. Obrigada.
— Disponha. Boa estadia.
Ela guardou o papel na bolsa, no zíper interno, onde não ia amassar.
— Guarda isso — ela disse pra Carlos, que chegava com as malas. — O comprovante do carro.
— O manobrista deu?
— Deu. Se não der, você pede. Senão some carro e você fala que deixou mas não tem prova.
— Nunca pensei nisso.
— Por isso que eu penso.
Ele guardou no bolso da jaqueta.
— Vamos pro quarto?
— Vamos — ela disse. — Mas não esquece onde você guardou.
— Jaqueta.
— Então tá.
*Continua em: 825 — Como pedir para a companhia aérea localizar bagagem extraviada?*