No balcão ao lado, uma família com três malas grandes tentava despachar tudo. Carlos olhou para a própria mochila. Dez quilos, no máximo. Pesada, mas cabia.
— Será que a minha mochila passa como bagagem de mão? — ele perguntou em voz alta.
— Passa — Luísa respondeu.
— Mas tá pesada. Se mandarem pesar, vai dar excesso.
— Então despacha.
Ele foi até o balcão.
— Com licença. Minha mochila tá pesada. Quanto custa pra despachar?
A atendente olhou. — A mochila?
— É. De mão. Mas tá pesada demais pro bagageiro.
— A franquia de bagagem despachada não tá incluída na sua tarifa. Mas pode pagar o despacho. Primeira mala: cento e vinte.
— Pesa quanto?
A atendente colocou no balcão. O display marcou 12kg.
— Doze quilos. Tá dentro do limite de 23kg. Pode despachar.
— Quanto fica se eu pagar agora?
— Cento e vinte reais no cartão.
Carlos passou o cartão na maquininha. A atendente etiquetou a mochila e colocou na esteira.
— Pronto. Só pegar no destino.
— Valeu.
Ele voltou. Luísa estava com as mãos nos bolsos.
— Despachou a mochila?
— Despachei. Paguei.
— Agora vai viajar leve.
— Vou. — Ele olhou para a sacola vazia na mão dela. — Aliás, o que você comprou?
— Depois te mostro. Vem, o embarque já chamou.
*Continua em: 813 — Luísa — Como pedir para juntar as malas no mesmo bilhete*