Carlos acordou com o sol entrando pela cortina. Pegou o celular. 9h37. Tinha perdido o café da manhã no primeiro dia porque achava que serviam até mais tarde. Não queria repetir o erro.
Luísa ainda estava dormindo. Ele levantou quieto, foi até a recepção.
— Bom dia — ele disse.
— Bom dia. Precisa de algo?
— Sim. O café da manhã. Até que horas serve?
— Durante a semana, até as 10h. Fim de semana, até as 11h.
— Hoje é sábado?
— Sábado.
— Então até as 11h?
— Até as 11h.
Carlos olhou o celular. 9h38. Uma hora e vinte de café.
— E é servido onde?
— No restaurante do terraço, segundo andar. É só pegar o elevador.
— Café incluso?
— Incluso na diária.
— Obrigado.
— Disponha.
Carlos voltou para o quarto. Luísa tinha virado de lado, os olhos semiabertos.
— Que horas são? — ela perguntou, a voz rouca.
— 9h40. O café vai até as 11h.
— Ih, a gente perdeu.
— Não perdeu. É até as 11h. Fim de semana.
— Fim de semana?
— Sábado.
Ela abriu os olhos de vez. — Sábado? Achei que era quinta.
— Quinta foi ontem.
— Tô perdida nos dias.
— Levanta que a gente ainda pega o café.
Ela sentou na cama, espreguiçou. — Vou escovar os dentes e desço.
— Eu espero.
Carlos sentou na poltrona. 9h45. Ainda dava tempo de tomar café com calma.
*Continua em: 797 — Luísa — Como perguntar sobre horário do check-out no hotel*