Luísa estava no saguão, o mapa da cidade aberto na mesa de centro. Três pontos marcados. Mas ela não sabia a melhor ordem para visitar, nem se os lugares estavam abertos, nem se precisava comprar ingresso antes.
— Perdida? — a recepcionista perguntou, passando perto.
— Um pouco. — Luísa riu. — A gente quer fazer um roteiro hoje, mas não sei por onde começar.
— A senhora quer um guia?
— Guia?
— A gente tem um guia credenciado que faz parceria com o hotel. Ele atende hóspedes com desconto.
— Como funciona?
A recepcionista se aproximou. — O Felipe. Ele é guia há oito anos. Conhece a cidade inteira. Ele monta o roteiro de acordo com o que a senhora quer.
— E quanto custa?
— Roteiro de meio período, quatro horas, 120 reais por pessoa. Período integral, oito horas, 200 reais.
— Inclui entrada nos lugares?
— O guia acompanha, mas as entradas são por conta do hóspede.
Luísa pensou. Quatro horas, 120 cada. Dava tempo de ver bastante coisa sem cansar.
— Dá pra contratar só pra hoje? Meio período.
— Claro. Quer que eu ligue pra ele?
— Pode ligar.
A recepcionista pegou o telefone, discou, falou rápido. Desligou em menos de um minuto.
— Ele vem agora. Chega em vinte minutos.
— Obrigada.
— Disponha.
Luísa foi para o quarto contar para Carlos. Vinte minutos depois, um homem de barba fechada, mochila nas costas e um boné azul estava no saguão. Felipe.
— Luísa? — ele perguntou.
— Sou eu.
— Felipe. Pronta pra conhecer a cidade?
— Pronta.
Ele abriu o mapa. — Então vamos começar pelo centro histórico, depois o mirante, e fechamos no mercado municipal. Bora?
— Bora.
*Continua em: 794 — Carlos — Como pedir um adaptador de tomada no hotel*