Luísa tirou o vestido da mala e segurou na frente do espelho. Estava amassado. Não muito, mas o suficiente para não ficar bonito. E eles iam jantar num restaurante à noite.
— O vestido amassou — ela disse.
Carlos olhou de onde estava sentado. — Passa.
— Com o quê? Não tem ferro aqui.
— Pede na recepção.
Ela largou o vestido na cama, foi até o telefão e discou 0.
— Recepção, boa tarde.
— Boa tarde. É a Luísa do 703.
— Boa tarde. Como posso ajudar?
— Vocês têm ferro de passar? Meu vestido amassou na mala.
— Temos, sim. Posso mandar um ferro e uma tábua de passar pro seu quarto.
— Pode mandar.
— Vou enviar agora. A camareira já está no andar.
— Obrigada.
— Disponha.
Luísa desligou. Cinco minutos depois, bateram na porta.
— Camareira.
Ela abriu. Uma moça com uniforme cinza, segurando um ferro branco e uma tábua dobrável.
— Boa tarde. A senhora pediu o ferro?
— Isso.
— Onde a senhora quer?
— Pode montar aqui perto da tomada.
A camareira abriu a tábua, ajustou a altura, ligou o ferro na tomada. — O ferro já está quente. A senhora pode usar.
— Obrigada.
— Disponha.
A moça saiu. Luísa pegou o vestido, esticou na tábua, passou o ferro. O vapor subiu. O amassado sumiu em duas passadas.
— Pronto — ela disse, segurando o vestido na frente do corpo. — Agora sim.
— Ficou bom? — Carlos perguntou sem tirar os olhos do celular.
— Ficou. O jantar vai ser elegante.
— Então tá ótimo.
Ela pendurou o vestido no cabide, ao lado da cama, e guardou o ferro e a tábua no canto. Serviço resolvido em dez minutos.
*Continua em: 792 — Carlos — Como perguntar sobre translado do aeroporto ao hotel*