O celular de Carlos estava com 12% de bateria. O Google Maps, aberto. O destino, um ponto turístico no centro da cidade. Faltava meia hora de caminhada. E a bateria acabando.
— Meu celular vai morrer — ele disse.
— Usa o meu.
— O seu também tá baixo.
Ele olhou em volta. O lobby tinha um balcão com mapas. Foi até lá.
— Com licença. Vocês têm mapa da cidade?
— Sim. — O recepcionista abriu uma gaveta e tirou um mapa dobrado, papel brilhante, colorido. — Mapa turístico. Tem os pontos principais.
— Centro histórico tá marcado?
— Tá. Em vermelho. E as linhas de ônibus turístico também.
Carlos abriu o mapa na mesa. Era maior do que esperava, com ilustrações dos pontos turísticos, ruas nomeadas, uma legenda colorida no canto.
— Tem um mapa de metrô também?
— No verso.
Ele virou. O mapa do metrô estava impresso atrás, com todas as estações e linhas.
— Perfeito. Pode ficar?
— Pode. Leve.
— Obrigado.
— Disponha.
Carlos voltou com o mapa aberto, o dedo traçando a rota.
— Acha o caminho? — Luísa perguntou.
— Acho. O mapa tem o centro histórico, as ruas, o metrô.
— Olha só. Mapa de papel.
— Mapa de papel — ele repetiu, dobrando com cuidado. — Não acaba a bateria.
— Inovador.
— O novo é o velho.
Ela riu. Carlos guardou o mapa no bolso da jaqueta. O celular, guardado.
— Vamos?
— Vamos.
*Continua em: 783 — Solicitar transporte p/ ponto turístico*