Luísa estava no lobby com um guia turístico aberto, mas a página do bairro onde o hotel ficava estava meio vaga. Só dizia "bairro histórico, com opções de lazer". Não falava de restaurante, mercado, nada.
Ela fechou o guia e foi até a recepção.
— Com licença. Uma dúvida sobre o bairro.
— Claro.
— A gente quer sair hoje à noite. Comer alguma coisa perto, andar um pouco. O que a senhora recomenda?
— No bairro? Tem bastante opção. A duas quadras tem a Rua das Flores. Muitos restaurantes, bares, música ao vivo.
— Rua das Flores?
— Isso. É a rua paralela à praia. Tem de tudo. Comida italiana, japonês, bar de petiscos.
— Algum lugar que a senhora gosta?
A recepcionista sorriu. — Gosto do Cantinho do Mar. É um restaurante pequeno, na esquina da Rua das Flores com a Rua do Sol. Comida caseira, peixe fresco. Preço justo.
— Peixe fresco?
— O melhor da região.
— E pra andar? O bairro é seguro?
— É tranquilo. Até umas 22h é bem movimentado. Depois disso, melhor voltar de Uber.
— E mercado? A gente precisa comprar água e algumas coisas.
— Tem um mercado na Rua das Flores, a três quadras. Fica aberto até 22h.
— Valeu mesmo.
— Imagina. Se quiser, posso marcar o restaurante.
— Deixa a gente dar uma olhada primeiro.
— Claro. O cardápio é na porta.
Luísa agradeceu e voltou pra mesa. Anotou no celular: Cantinho do Mar, Rua das Flores, peixe fresco.
— Descobriu? — Carlos perguntou.
— Descobri. O bairro inteiro. Só perguntar.
— O que ela recomendou?
— Cantinho do Mar. Peixe fresco.
— Vamos?
— Vamos.
*Continua em: 782 — Carlos — Como pedir um mapa da cidade no hotel*