O check-out era ao meio-dia. O voo era às 20h. Oito horas de intervalo com duas malas, uma mochila e uma sacola de artesanato que Luísa tinha comprado na feira.
— A gente vai ficar com isso tudo até as 20h? — Carlos perguntou.
— Não vamos.
— O que a gente faz?
— Pergunta se o hotel guarda.
Ele foi até a recepção. A mala atrás dele, a mochila no ombro.
— Boa tarde. Já fiz o check-out, mas o voo é só às 20h. Dá pra deixar a bagagem aqui?
— Claro. Temos o serviço de baggage storage.
— Baggage storage?
— É. A gente guarda as malas num quarto fechado. O senhor pode deixar e pegar quando voltar.
— Cobra?
— Cortesia.
— Cortesia?
— Cortesia. O senhor quer deixar agora?
— Quero.
— Só preencher essa ficha.
O recepcionista entregou uma fichinha. Nome, quarto, número de malas, horário de retirada.
Carlos preencheu.
— Pronto.
O recepcionista pegou as malas, colocou etiquetas, entregou uma senha. — Essa senha é para retirar. Só apresentar na volta.
— Até que horas posso buscar?
— O baggage storage fica aberto até as 23h.
— Perfeito.
— Boa tarde.
Carlos voltou para Luísa, que estava sentada no saguão.
— Guardou?
— Guardou. Cortesia.
— Cortesia?
— Cortesia. Até as 23h.
— Esse hotel é bom.
— É. Saber perguntar também.
— Também.
*Continua em: 781 — Luísa — Como perguntar sobre o bairro ao recepcionista do hotel*