Carlos estava debruçado na grade da varanda, olhando para baixo. A piscina do hotel brilhava azul turquesa, cercada por espreguiçadeiras vazias. Um casal estava na borda, os pés na água.
— Linda, né? — Luísa apareceu ao lado.
— Linda. Mas parece pequena.
— Pequena?
— É. Na foto do site parecia maior.
Ele ficou olhando mais um minuto. Tinha uma placa ao lado da piscina, mas de longe não dava pra ler.
— Vou lá perguntar.
— Perguntar o quê?
— Horário, se tem toalha, se pode entrar a hora que quiser.
Ele desceu. A recepcionista estava no balcão organizando papéis.
— Com licença. Uma dúvida sobre a piscina.
— Claro.
— Qual é o horário de funcionamento?
— Das 7h às 22h.
— E o acesso? Precisa reservar?
— Não. Só chegar. A toalha de piscina a gente fornece na entrada.
— Fornece?
— Fornece. Tem um armário com toalhas ao lado da piscina. É só pegar.
— E pode entrar depois do horário? Tipo, só sentar perto?
— O portão é fechado às 22h por segurança. Mas o deque ao lado fica aberto até meia-noite.
— Que deque?
— O deque. A área de madeira ao lado da piscina. Tem vista pro mar.
— Não sabia.
— Muita gente não sabe. É mais tranquilo que a piscina.
— Valeu.
— Às ordens.
Carlos subiu de volta. Luísa estava na varanda, olhando o pôr do sol.
— Toalha de piscina é cortesia — ele disse.
— Boa.
— E tem um deque ao lado que fica aberto até meia-noite.
— Deque?
— Deque. Com vista.
— A gente vai hoje.
— A gente vai.
*Continua em: 775 — Luísa — Como pedir um secador de cabelo no hotel*