Como pedir upgrade no hotel?

Luísa

Luísa estava em pé na recepção do Le Soleil, a chave do quarto 402 na mão. O quarto era bom. Mas ela tinha visto uma foto no site: uma suíte no sétimo andar com varanda privativa e vista panorâmica.

— Vou perguntar — ela disse baixinho, para Carlos.

— Perguntar o quê?

— Se tem upgrade.

— A gente já fez check-in.

— E daí?

Ela se aproximou do balcão. A mesma recepcionista de antes.

— Oi, de novo. — Luísa sorriu. — Tudo bem?

— Tudo. Precisa de alguma coisa?

— Sim. A gente está no 402, que é um quarto ótimo. Mas eu vi que vocês têm suítes no sétimo andar. Tem disponibilidade para upgrade?

A recepcionista olhou para a tela. — Deixe ver... A suíte master está disponível. É a 703. Tem varanda, banheira com hidromassagem e vista para a cidade.

— E o valor do upgrade?

— Normalmente é 150 reais a mais por diária. Mas como vocês reservaram três diárias direto pelo site, posso fazer por 100.

Luísa pensou. Trezentos reais a mais no total.

— A hidromassagem funciona bem? — ela perguntou.

— Funciona. E a varanda tem uma vista bonita do pôr do sol.

Luísa virou para Carlos. Ele deu de ombros. — É sua lua de mel também.

— Fechado — Luísa disse.

A recepcionista sorriu. — Vou preparar a nova chave. Pode deixar as coisas no 402, a gente transfere a bagagem.

— Sem problema. A gente sobe com tudo.

A recepcionista passou um novo cartão. — 703. O elevador à direita.

Luísa pegou a chave e foi para o elevador com Carlos.

— Cem reais a mais por dia — Carlos disse.

— Mas tem hidromassagem.

— É.

— E varanda.

— É.

— E vista pro pôr do sol.

— Você é boa nisso.

Ela sorriu. O elevador subiu. As portas abriram no sétimo andar. O corredor era mais largo, com um vaso de plantas no nicho da parede.

Ela abriu a porta da 703.

O quarto era maior. Muito maior. A cama king-size com dossel branco. A varanda com duas cadeiras e uma mesinha. A banheira de hidromassagem no canto do banheiro, ao lado de um vidro que mostrava a cidade.

Luísa foi direto para a varanda. Abriu a porta de vidro. O vento bateu no rosto. A cidade se espalhava lá embaixo, uma mancha de luzes e prédios.

— Valeu a pena? — Carlos perguntou, atrás dela.

— Valeu.

*Continua em: 759 — Carlos — Como negociar o preço de uma diária de hotel*