O táxi parou em frente ao Le Soleil. Um prédio de fachada branca com toldo listrado e um vaso grande de costela-de-adão na entrada. Carlos tirou as malas do porta-malas enquanto Luísa tirava uma foto da fachada.
— Bonito — ela disse.
— Bonito. Vamos.
Ele entrou com as duas malas. O ar-condicionado da recepção era gelado. Um sofá de couro marrom, uma mesa de centro com revistas, um balcão de mármore claro.
— Boa tarde — ele disse, largando as malas perto do balcão. — Tenho uma reserva. Carlos Almeida.
— Boa tarde, Sr. Carlos. — A recepcionista sorriu e começou a digitar. — Vou localizar.
Carlos colocou as mãos no bolso. O cartão de crédito já estava separado na carteira.
— Aqui está. Quarto 402. Vista para a cidade. Café da manhã incluso. Check-in hoje, check-out sexta.
— Isso.
— Preciso de um documento com foto e o cartão de crédito usado na reserva.
Carlos entregou o RG e o cartão.
A recepcionista fez o scan do documento, passou o cartão na máquina e devolveu os dois. — Só vou precisar da sua assinatura aqui.
Ela virou o tablet. Carlos assinou com o dedo.
— Pronto. Aqui estão as chaves. — Ela entregou dois cartões magnéticos. — O café é servido das 7h às 10h no restaurante do térreo. O Wi-Fi é gratuito, a senha está no cartão.
— Obrigado.
— O elevador é ao fundo. Precisa de ajuda com as malas?
— Não, eu levo.
Ele pegou as malas e foi para o elevador. Luísa entrou atrás.
— Rápido — ela disse.
— Rápido. — Ele apertou o 4. — Só documento, cartão e assinatura.
— E a senha do Wi-Fi?
Ele virou o cartão. — Tá aqui.
— Anota.
Ele guardou o cartão no bolso. O elevador subiu. As portas abriram para um corredor silencioso, com carpete bege e luz indireta. Quarto 402 no fim do corredor.
Ele passou o cartão. A luz verde acendeu. A porta abriu.
O quarto era amplo. Uma cama de casal com colcha branca. Uma janela do chão ao teto com a cidade lá fora. Uma televisão na parede. Um banheiro com box de vidro.
— Bonito — Carlos disse.
— Bonito — Luísa repetiu, jogando a bolsa na cama.
Ela foi até a janela. O sol da tarde estava se pondo entre os prédios. Ela abriu a janela e o ar quente entrou.
— Tô feliz — ela disse.
— Eu também.
*Continua em: 758 — Luísa — Como pedir upgrade no hotel*