Como pedir a um barqueiro para fazer um passeio de barco?

Carlos

A praia tinha barquinhos coloridos ancorados na areia. Carlos caminhou pela orla, olhando as opções. Alguns barcos eram pequenos, com motor de popa. Outros maiores, com toldo e cadeiras.

Ele parou perto de um barco branco de médio porte. Um homem de pele queimada de sol e chapéu de palha estava arrumando as cordas.

— Bom dia — Carlos disse.

— Bom dia.

— O senhor faz passeio?

— Faço sim. Passeio pelas ilhas ou pela costa.

— Quanto tempo?

— Tenho roteiro de duas horas, quatro horas ou o dia inteiro.

— Quanto custa o de duas horas?

— Cento e cinquenta reais por pessoa. Saída agora, volta antes do almoço.

— Passa onde?

— A gente vai até a ilha do Farol, contorna as pedras, passa pela gruta. Se o mar estiver calmo, dá para ver tartaruga.

— E o barco é seguro?

— Tudo regularizado. Salva-vidas, documentação, motor revisado.

Carlos olhou para Luísa. Ela concordou com a cabeça.

— Fechado. Duas pessoas.

— Pode subir.

Carlos subiu no barco. As cordas foram soltas. O motor roncou baixo. O barco se afastou da areia.

— Foi fácil — Luísa disse.

— É. Só perguntar e fechar.

O vento batia no rosto. O barco ganhava velocidade, a costa ficando pequena atrás. Uma conversa na areia, e o passeio estava resolvido.

*Continua em: 742 — Luísa — Como pedir a um barqueiro para parar em uma praia isolada?*