A fila do consulado avançava devagar. Luísa segurava uma pasta azul com documentos. Dentro: certidão de nascimento do hospital local, passaportes, declaração de casamento.
— É a primeira vez que faço isso — ela disse ao atendente quando chegou sua vez.
— Registro de nascimento?
— Isso. Meu filho nasceu aqui.
— Parabéns.
O atendente abriu um formulário no computador.
— Documentos do bebê: certidão de nascimento local, tradução juramentada se não estiver em português.
— Tá em inglês. Tenho a tradução.
— Documentos dos pais: passaporte brasileiro, certidão de casamento ou declaração de união estável.
Luísa colocou os papéis no balcão.
— Aqui.
O atendente conferiu cada documento. Carimbou, anotou, digitalizou.
— Vou registrar no sistema. A certidão brasileira fica pronta em cinco dias úteis. O senhor pode retirar pessoalmente ou solicitar envio por correio.
— Melhor retirar.
— Então anoto aqui. O senhor volta no dia tal, com o protocolo.
Ele entregou um papel timbrado.
— Esse é o protocolo. Guarda direitinho.
— E depois do registro, o que mais preciso fazer?
— Com a certidão brasileira, o senhor pode solicitar o passaporte brasileiro para o bebê. Também aqui no consulado.
— Obrigada.
Luísa guardou o protocolo na pasta. Carlos estava sentado na sala de espera, o bebê no colo, dormindo.
— Registrou? — ele perguntou.
— Registrei. Cinco dias úteis e a certidão brasileira sai.
— E depois?
— Depois a gente faz o passaporte dele.
Ela olhou para o filho dormindo. Um registro que começava a vida dele no Brasil também. Papel que abria portas, que dava cidadania. Tudo resolvido com documentos certos e uma ida ao consulado.
*Continua em: 733 — Carlos — Como ligar para o consulado em emergência?*