A sala de espera do consulado tinha cadeiras de plástico branco e um balcão de vidro. Carlos segurava uma pasta com documentos: passaporte, carteira de trabalho, comprovante de residência no exterior.
— Não sei se eu preciso de visto ou de autorização — ele disse.
— Pergunta — Luísa respondeu.
Ele se aproximou do balcão. Uma mulher de cabelo preso e crachá atendeu.
— Bom dia. Como posso ajudar?
— Eu tenho uma dúvida sobre documentação. Vou trabalhar aqui por seis meses e não sei se preciso de visto de trabalho ou se o passaporte comum resolve.
— O senhor tem cidadania ou residência no país?
— Não. Só passaporte brasileiro.
— Então precisa de visto de trabalho. O passaporte comum não cobre atividade remunerada.
— E como eu solicito?
— O senhor precisa da carta de oferta da empresa daqui. Depois a gente faz a solicitação no sistema. O prazo é de quinze a vinte dias úteis.
Carlos anotou.
— E a taxa?
— A taxa consular é de duzentos dólares, ou equivalente em moeda local. O pagamento é no banco indicado no site.
— Preciso trazer a carta original ou cópia?
— Original e cópia simples. E duas fotos 3x4 fundo branco.
Carlos guardou a pasta.
— Obrigado. Vou providenciar.
Ele voltou para Luísa.
— Descobriu?
— Descobri. Preciso de visto de trabalho. A moça explicou tudo: documento, prazo, taxa.
— Melhor perguntar do que chegar na imigração sem saber.
— É. Dúvida tirada, caminho certo.
Ele sentou. A pasta no colo agora tinha um plano. Uma pergunta no balcão certo economizou semanas de incerteza.
*Continua em: 732 — Luísa — Como registrar nascimento no consulado?*