O avião tinha pousado com quarenta minutos de atraso. Luísa saiu correndo pelo corredor do aeroporto, a mochila batendo nas costas, Carlos alguns passos atrás.
— O próximo voo — ela disse, sem parar. — Era pra estar embarcando agora.
Ela chegou no portão de conexão. A porta ainda estava aberta, mas os últimos passageiros entravam. Um agente de uniforme azul conferia a lista de embarque no tablet.
— Esse voo é o 892? — ela perguntou, ofegante.
— Sim, senhora.
— Eu tenho conexão. Meu voo anterior atrasou.
O agente olhou o tablet.
— Nome completo?
— Luísa Tolentino Martins.
Ele passou o dedo na tela.
— Seu nome está na lista da conexão. Mas o embarque já fechou. A porta vai fechar em segundos.
— Tem como eu entrar?
O agente olhou para a porta, depois para o tablet de novo.
— Vou chamar o comissário.
Ele falou no rádio. Uma resposta chiou do outro lado.
— Pode liberar — o agente disse. — Eles aguardam.
— Obrigada!
Ela passou pela porta. Carlos atrás. A aeromoça os conduziu aos assentos. O avião começou a se movimentar segundos depois.
— Entramos — Carlos disse, sentando.
— Por pouco.
— Se você não tivesse perguntado, a porta fechava e a gente perdia.
Luísa apertou o cinto. O avião acelerava na pista. Uma pergunta no portão certo, e a conexão que parecia perdida se salvou por segundos.
*Continua em: 729 — Carlos — Como pedir para avisar o próximo voo sobre conexão perdida?*