O balcão de check-in estava na sua frente. Carlos colocou a mala preta na esteira. Ao lado, uma bolsa comprida de nylon, com alças e um zíper que percorria toda a lateral.
— Só a mala? — a atendente perguntou.
— E essa bolsa — Carlos respondeu. — É equipamento esportivo.
— O que tem dentro?
— Uma prancha de bodyboard e um par de nadadeiras.
A atendente olhou a bolsa.
— Equipamento esportivo tem regras específicas. O senhor declarou na hora da compra?
— Não. Comprei a passagem normal.
— Tudo bem. A gente despacha como bagagem especial.
Ela pegou uma etiqueta diferente, maior, com um código de barras e a palavra "ESPECIAL" em letras vermelhas.
— O senhor tem que levar até o balcão de bagagem especial, depois do raio-X. Lá eles aceitam equipamentos esportivos.
— E o peso? — Carlos perguntou.
— Bagagem especial tem tolerância maior. Até 32 quilos pra esse tipo de equipamento. Se passar, tem taxa.
— Tá dentro do limite.
— Então é só etiquetar e levar.
Ela colocou a etiqueta na bolsa. Depois entregou o comprovante.
— Quando chegar, a bagagem especial sai numa esteira separada, a esteira três.
— Obrigado.
Carlos pegou a bolsa e foi para o balcão de bagagem especial. Um rapaz de colete amarelo recebeu.
— Equipamento esportivo?
— Isso.
O rapaz pesou a bolsa.
— Onze quilos. Tranquilo.
Ele colocou a bolsa numa esteira diferente.
— Pronto. Despachado.
Carlos voltou para Luísa.
— Resolveu?
— Resolveu. Foi só etiquetar como especial e levar no balcão certo.
— Saber onde entregar é meio caminho.
— É. Se eu tivesse tentado despachar na esteira normal, iam recusar.
Ele guardou o comprovante na mochila. A prancha estava despachada, as nadadeiras também. Equipamento certo, no lugar certo, sem susto.
*Continua em: 728 — Luísa — Como perguntar ao agente de portão sobre conexão perdida?*