O grupo estava reunido no saguão do hotel. O guia segurava uma plaquinha com o nome da agência — Tour Oriental. Carlos olhou para a roupa que vestia: bermuda bege, camisa de manga curta, tênis.
— O primeiro passeio é o templo? — ele perguntou ao guia.
— Isso. Templo Budista da Colina.
— Tem alguma regra de roupa?
O guia olhou para ele.
— Bermudas não são permitidas. Nem camisa sem manga. E precisa tirar os sapatos na entrada.
Carlos olhou para a própria bermuda.
— Eu não sabia.
— Acontece. O senhor pode comprar um pareo na entrada do templo. Eles vendem para cobrir as pernas. Mas se quiser, dá tempo de subir e trocar.
— Quanto tempo tenho?
— Uns dez minutos.
Carlos correu para o elevador. Subiu, abriu a mala, vestiu uma calça jeans e uma camisa de manga comprida. Desceu em cinco minutos.
— Pronto — ele disse.
— Rápido.
— Não queria perder o passeio.
O grupo saiu. No templo, ele tirou os sapatos na entrada, pisou no tatame. O silêncio do lugar, o cheiro de incenso, os monges de robe laranja. Ele entrou e sentou com as pernas cruzadas.
— Boa pergunta a sua — o guia disse baixinho. — Muita gente descobre na hora e não pode entrar.
Carlos olhou para o altar dourado, as velas, as flores. Uma pergunta que parecia boba e salvou o passeio.
*Continua em: 720 — Luísa — Como pedir uma manta extra ao comissário?*