O avião estava se preparando para pousar. O comandante tinha anunciado a descida. Carlos lembrou de repente — ele precisava declarar a câmera fotográfica que estava na mochila.
— O formulário de declaração de bagagem — ele disse. — Esqueci de pedir.
— Pede agora — Luísa respondeu. — Antes de pousar.
Ele apertou o botão de chamada. A comissária do cabelo cacheado veio.
— Pois não?
— O senhor tem o formulário de declaração de bagagem?
— O formulário aduaneiro? Tem sim. Vou buscar.
Ela foi para a cozinha e voltou com uma folha de papel sulfite, impressa dos dois lados.
— Aqui. É o modelo da Receita Federal. Preenche com seus dados e os itens a declarar.
— Obrigado.
Ele pegou o formulário. Dobrou sobre a bandeja e leu os campos: nome, passaporte, voo, itens a declarar. Ele tirou a caneta do bolso e começou a preencher.
— A câmera — ele murmurou. — Valor aproximado.
— Noventa dias de uso — Luísa disse. — Declara o valor de compra.
Ele escreveu. Depois guardou o formulário no passaporte.
— Se eu não lembrasse, ia ficar sem declarar. Ou ia ter que preencher na fila da alfândega, segurando todo mundo.
— Agora já tá pronto.
— Só porque pedi o papel antes.
Ele guardou o passaporte no bolso da camisa. O avião descia, as luzes da cidade aparecendo na janela. Documento em mãos, caneta guardada. Um formulário que veio com um pedido simples e salvou o estresse da chegada.
*Continua em: 700 — Luísa — Como pedir ao comissário informação sobre a conexão no próximo aeroporto?*