Como pedir ao agente de câmbio um comprovante da transação?

Carlos

Carlos guardou os dólares no envelope e ia virar as costas quando parou. Olhou para a atendente, que já estava limpando o balcão.

— Licença.

— Pois não.

— O comprovante, por favor.

A atendente piscou.

— O senhor já tem ali, aquele papel carimbado.

Carlos olhou para o papel que ela tinha entregue. Um recibo simples, com o valor e a taxa, mas sem o CNPJ, sem o carimbo da empresa no verso.

— Esse aí? Não tem um mais completo? Com o CNPJ da casa de câmbio, a assinatura, o número do lote?

— Pra quê?

— Controle. Se der diferença, tenho como provar.

A atendente inclinou a cabeça. Respirou fundo e puxou uma folha diferente de dentro do balcão. Um formulário maior, com campos preenchidos, o selo da empresa e um espaço para assinatura.

— Esse serve?

Carlos leu. Estava tudo lá — data, valor, cotação, taxa, CNPJ, nome do operador.

— Perfeito.

— Assina aqui.

Ele assinou no risco, e ela carimbou em cima.

— Guarda bem. Se perder, a gente não dá segunda via.

— Pode deixar.

Carlos dobrou o comprovante com cuidado e colocou dentro do passaporte. Agora estava registrado. Qualquer divergência, ele tinha o papel.

*Continua em: 666 — Luísa — Como perguntar ao agente de câmbio sobre o limite de troca por dia?*