Luísa já estava de saída quando lembrou de uma coisa. Ela voltou ao balcão.
— Só mais uma pergunta — ela disse.
— Fala.
— Essa taxa de dez reais é a única cobrança?
— É.
— Não tem taxa de comissão escondida? Tipo porcentagem sobre o valor?
— Não. A taxa é fixa de dez reais, independente do valor trocado.
— E pra qualquer moeda?
— Isso. Dólar, euro, libra. Dez reais.
— E se eu trocar numa casa de câmbio do aeroporto? A taxa é a mesma?
— Não. No aeroporto a taxa é mais cara. Costuma ser vinte ou trinta reais.
— Então compensa trocar aqui na cidade.
— Compensa.
— E em banco? Como funciona?
— Banco não cobra taxa de comissão, mas a cotação deles é pior. No final, o valor fica parecido.
— Mas a cotação de banco é mais segura?
— Não. Casa de câmbio também é regulada. A diferença é que a gente tem mais flexibilidade pra negociar.
— Entendi.
Ela guardou o celular com as anotações.
— Obrigada pela paciência.
— Imagina. É melhor perguntar tudo antes.
Luísa encontrou Carlos na porta. O motorista esperava no táxi.
— Perguntou? — ele disse.
— Perguntei. Taxa fixa de dez reais. No aeroporto é mais cara.
— Então fizemos certo vindo aqui.
— Fizemos.
Ela entrou no táxi. Saber a taxa de comissão antes de trocar evitava surpresa — e dinheiro perdido.
*Continua em: 663 — Carlos — Como pedir notas novas sem rasuras na casa de câmbio?*