Como negociar a taxa de câmbio com o agente?

Carlos

Carlos ainda estava na casa de câmbio. Luísa tinha terminado, mas ele resolveu tentar uma coisa antes de sair.

— Dá pra negociar a taxa? — ele perguntou.

O atendente ergueu a sobrancelha.

— Depende do valor.

— Tô trocando quinhentos dólares.

— Quinhentos dólares dá pra melhorar um pouco.

— Quanto?

— Posso fazer cinco e vinte e cinco em vez de cinco e vinte.

— Só cinco centavos?

— É o máximo que posso sem autorização do gerente. Se fosse mil dólares, dava pra subir mais.

— Quanto mais pra mil?

— Cinco e trinta.

— E se eu fizer setecentos?

— Cinco e vinte e oito.

Carlos pensou. Quinhentos dólares a cinco e vinte e cinco era um ganho pequeno, mas era alguma coisa.

— Pode ser cinco e vinte e cinco.

— Fechado.

O atendente fez a conta.

— Quinhentos dólares vezes cinco e vinte e cinco. Dois mil seiscentos e vinte e cinco reais. Menos taxa de dez reais. Dois mil seiscentos e quinze.

— Pode ser.

Carlos entregou as notas. O atendente conferiu, contou, entregou o dinheiro.

— Valeu.

— Sempre bom perguntar — o atendente disse. — Quem não pergunta, paga o preço da vitrine.

Carlos guardou o dinheiro. Negociar taxa era sobre perguntar — e sobre ter volume para pedir desconto.

*Continua em: 662 — Luísa — Como perguntar ao agente de câmbio sobre taxa de comissão?*