Luísa voltou ao balcão depois de Carlos. Ela tinha separado uma quantia em euros que sobrou de uma viagem anterior.
— E o euro? — ela perguntou. — Qual a cotação?
— O euro turismo tá seis e vinte — o atendente disse.
— E o comercial?
— Seis e quarenta.
— Seis e vinte é compra ou venda?
— Venda. Se a senhora quiser vender euro, a cotação de compra é cinco e noventa.
— Então tem diferença?
— Tem. Eu vendo mais caro, compro mais barato. É o spread.
— Qual a diferença hoje?
— Trinta centavos.
Ela tirou as notas da carteira. Eram cem euros em notas de cinquenta.
— Se eu vender esses cem euros, quanto recebo?
O atendente calculou.
— Cem euros vezes cinco e noventa. Quinhentos e noventa reais.
— Menos a taxa?
— Isso. A taxa é dez reais. Então quinhentos e oitenta.
— E se eu trocar por dólar em vez de real?
— Aí a gente faz a conversão dupla. Euro pra dólar, dólar pra real. Não vale a pena. Melhor trocar direto.
— Então vou vender.
— Certo.
O atendente pegou as notas, conferiu na máquina, digitou no sistema. Depois contou o dinheiro.
— Quinhentos e oitenta reais.
Luísa conferiu. Guardou.
— Obrigada.
— Sempre que precisar.
Ela guardou o dinheiro e o comprovante. Saber a cotação de compra e venda fazia diferença no bolso.
*Continua em: 661 — Carlos — Como negociar a taxa de câmbio com o agente?*