Carlos estava em pé na frente do guichê. Luísa já tinha trocado os duzentos dólares. Agora era a vez dele.
— Qual a cotação do dólar hoje? — ele perguntou.
— Cinco e vinte pro dólar turismo — o atendente respondeu.
— E o comercial?
— Cinco e quarenta. Mas é só pra transferência.
— E o dólar argentino? Vocês trabalham com peso?
— Não. Só dólar, euro e libra.
— E a libra?
— Seis e cinquenta.
Carlos anotou os números no celular. Depois pegou o dinheiro na carteira.
— Tá quanto o dólar em outras casas de câmbio?
— Não sei dizer. Cada um tem a cotação própria.
— Vocês acompanham o mercado?
— A gente atualiza duas vezes por dia. De manhã e depois das catorze horas.
— Então a cotação agora já é a da tarde?
— Já. Atualizou faz meia hora.
— E tendência? Sobiu ou caiu?
— Caiu um centavo em relação à manhã.
Carlos pensou.
— Amanhã cedo a cotação já muda?
— Muda. A gente atualiza com a abertura do mercado.
— Então volto amanhã se tiver melhor.
— Pode voltar.
Carlos guardou a carteira. Perguntar a cotação não era sobre o número — era sobre saber o momento certo.
*Continua em: 660 — Luísa — Como perguntar ao agente de câmbio sobre a cotação do euro?*