O balcão da casa de câmbio tinha uma placa: "Apresente documento com foto." Luísa colocou a carteira no balcão e tirou o passaporte.
— Boa tarde — ela disse.
— Boa tarde — o atendente respondeu. — Vai trocar o quê?
— Dólar pra real.
— Quanto?
— Duzentos dólares.
— Pode ser.
O atendente pegou as notas que ela colocou no balcão. Passou na máquina de verificar. Esperou. Passou de novo.
— Tudo certo.
Ele digitou no computador.
— A cotação de hoje é cinco reais e vinte centavos.
— Comercial ou turismo?
— Turismo.
— Qual a diferença?
— Comercial é cinco e quarenta, mas só pra transferência bancária. Pra dinheiro físico, é turismo.
— E o valor final?
O atendente calculou.
— Duzentos dólares vezes cinco e vinte. Mil e quarenta reais. Menos a taxa de serviço.
— Qual taxa?
— Dez reais.
— Então mil e trinta?
— Isso.
Ela pensou. O valor estava dentro do que ela esperava.
— Pode ser.
O atendente contou as notas na máquina. Depois entregou o dinheiro: duas notas de cem, duas de cinquenta, três de dez.
Luísa conferiu. Cada nota.
— Tá certo.
— Guarda o comprovante.
— Obrigada.
Ela colocou o dinheiro na carteira e o comprovante no bolso. Trocar dinheiro não era complicado — era só perguntar a cotação antes de fechar.
*Continua em: 659 — Carlos — Como perguntar ao agente de câmbio sobre a cotação do dólar?*