O passeio estava chegando ao fim. O guia apontava o último ponto do roteiro — o mercado municipal. Luísa pensava nos dias seguintes. Eles iam ficar mais três dias na cidade, sem guia.
— Uma pergunta — ela disse.
— Fala.
— A gente vai ficar mais uns dias. Como funciona o transporte público aqui?
— Tem ônibus municipal e vans.
— Qual cobre melhor a cidade?
— A van. Passa de quinze em quinze minutos nas ruas principais. O ônibus demora mais, mas é mais barato.
— Quanto custa?
— A van é cinco reais. O ônibus é três e cinquenta.
— Paga em dinheiro ou cartão?
— Dinheiro trocado. O motorista não dá troco. Melhor ter o valor certinho.
— Tem aplicativo de transporte?
— Tem Uber e 99. Funciona bem no centro. Nos bairros afastados, demora mais.
— E de noite? Volta tarde?
— As vans rodam até as onze. Ônibus até as dez. Depois disso, só aplicativo ou táxi.
— Tem ponto de táxi perto do hotel?
— Tem. Na praça, a duas quadras.
— Quanto custa uma corrida curta?
— Uns quinze, vinte reais.
Luísa anotou.
— Obrigada. Não queria depender só de aplicativo sem saber as opções.
— Faz bem. Conhecer o transporte é metade da viagem.
Ela guardou o celular. Mais um item checado na lista mental.
*Continua em: 657 — Carlos — Como pedir ao motorista para parar em banco ou casa de câmbio?*