O grupo saiu do mirante e desceu uma rua estreita de paralelepípedo. As casas eram antigas, algumas com portas de ferro, outras com janelas fechadas. A rua estava vazia.
— Essa rua é segura? — Luísa perguntou.
O guia olhou em volta.
— De dia, sim. Bastante movimento nas horas de comércio. Mas depois das seis da tarde fica vazia. Eu não recomendo andar aqui sozinha depois do pôr do sol.
— E o centro? É seguro à noite?
— O centro é movimentado até as nove, dez da noite. Tem restaurante, bar, música. Segurança não é problema. Mas a rua que a gente cortou, a rua do Fogo, é melhor evitar.
— Por quê?
— É rua de morro, sem saída, pouca iluminação. Já teve assalto lá. A polícia recomenda evitar.
— E andar com celular na mão? Pode?
— Pode, mas com atenção. Não deixe pendurado na bolsa, não ande com o celular na mão em rua vazia. Use em lugar movimentado.
— E carro? Alugar carro é seguro?
— Seguro. Mas não deixe nada à vista dentro do carro. Nem mochila, nem bolsa, nem casaco. Vidro quebrado é o risco.
Luísa anotou. Preferia saber antes do que descobrir depois.
— Obrigada. Melhor perguntar.
— Perguntar é o certo — o guia disse. — Cada cidade tem seus lugares. Saber onde ir e onde não ir é o primeiro passo.
*Continua em: 655 — Carlos — Como pedir ao guia turístico dicas de fotografia no local?*