O grupo parou no mirante da cidade. Lá de cima dava para ver o centro histórico inteiro — as torres da catedral, o telhado vermelho das casas, o rio que cortava a cidade ao fundo. O vento soprava fresco.
— Que vista — Luísa disse.
— É o melhor ponto da cidade — o guia completou.
Carlos olhou em volta. Não tinha ninguém por perto. O tripé estava na mochila, mas montar ele mesmo ia tomar tempo.
— O senhor pode tirar uma foto da gente? — ele perguntou.
— Claro.
Carlos entregou o celular. Ele e Luísa se posicionaram perto do parapeito, o centro histórico ao fundo. Luísa passou o braço no dele. O sol batia de lado.
— Pode deixar a catedral aparecendo? — Carlos pediu.
— Pode.
O guia ergueu o celular, ajustou o enquadramento.
— Três, dois, um.
Clicou.
— Mais uma?
— Pode.
Ele tirou mais duas. Depois entregou o celular.
— Ficou boa?
Carlos olhou a tela. A foto estava nítida, o enquadramento certo, o sol no lugar. Até o sorriso dos dois parecia natural.
— Ficou ótima.
— Quer uma só dos dois?
— Quer? — ele perguntou a Luísa.
— Quero.
O guia tirou mais uma. Carlos guardou o celular. Não precisava complicar — só pedir.
*Continua em: 654 — Luísa — Como perguntar ao guia turístico sobre a segurança da região?*