O grupo estava no mercado municipal. Barracas de fruta, cheiro de peixe frito, música ao vivo saindo de uma caixa de som perto da praça de alimentação. O guia explicava os tipos de artesanato regional.
— E a música? — Carlos perguntou. — O que toca aqui?
— Forró pé-de-serra — o guia respondeu. — É o ritmo tradicional da região.
— E tem dança típica?
— Tem. O xote, o baião, o xaxado. Cada um com um passo diferente.
— Dá pra ver em algum lugar?
— No centro cultural, à noite. Sexta e sábado tem apresentação.
— A que horas?
— Oito da noite.
— Quanto é?
— Quinze reais.
Carlos anotou no celular.
— E a comida típica? — ele continuou. — Qual prato a gente não pode deixar de comer?
— O bobó de camarão. E a paçoca de carne de sol.
— Onde fazem o melhor?
— No restaurante da Dona Sofia, na rua do Comércio, número quarenta e dois.
— É caro?
— Preço justo. O almoço sai quarenta reais por pessoa.
Carlos olhou para Luísa.
— Quer ir?
— Quero.
O guia continuou andando, mas Carlos ficou anotando. A cultura de um lugar não estava nos cartões-postais — estava na comida, na música, no passo de dança.
*Continua em: 650 — Luísa — Como pedir ao guia turístico uma recomendação de compras?*