O grupo estava na praça central. O guia apontava para a fachada da catedral, explicando os detalhes barrocos. Luísa ouvia, mas o olhar dela estava fixo numa ruazinha lateral, cheia de casas coloridas e bandeirinhas de papel.
— O que tem naquela rua? — ela perguntou, interrompendo.
O guia parou e olhou na direção que ela apontava.
— A rua do artesanato. Tem várias lojinhas de cerâmica, tecelagem, pintura.
— Dá pra incluir no roteiro?
— A gente pode trocar. Em vez de ir direto pro mercado, a gente passa por ali primeiro.
— E o tempo?
— Vinte minutos a mais, no máximo. O mercado continua de pé depois.
— A gente perde alguma coisa?
— Só o horário do museu. Mas se a gente almoçar mais rápido, compensa.
— Então vamos.
Luísa olhou para Carlos.
— Tudo bem pra você? — ela perguntou.
— Tudo bem. A rua parece bonita.
O guia mudou a direção e seguiu para a rua de casas coloridas. Luísa andou na frente. O chão era de paralelepípedo, as fachadas tinham portas azuis, vermelhas, amarelas. Uma senhora vendia colares de miçangas na calçada.
Ela parou numa barraca de cerâmica. Pegou um vaso pequeno pintado à mão.
— Quanto?
— Trinta reais.
— Levo.
Ela pagou e guardou o vaso na mochila. O roteiro original não tinha aquela rua. Mas era exatamente o que ela queria ver.
*Continua em: 647 — Carlos — Como pedir ao guia turístico para parar em um lugar específico?*