Como negociar o preço com o guia turístico?

Luísa

O guia estava explicando o roteiro quando Luísa se aproximou.

— Cento e cinquenta por pessoa, com entrada nos museus — ele repetiu.

— E sem entrada? — ela perguntou.

— Sem entrada fica cento e vinte.

— Por pessoa também?

— Isso.

Luísa pensou. O sol estava forte, a praça cheia, o guia parecia experiente. Mas o preço era por pessoa, e eles eram dois.

— A gente fecha por duzentos os dois? — ela perguntou.

O guia inclinou a cabeça.

— Duzentos e vinte. Leva os dois.

— E as entradas dos museus?

— Inclusas.

Ela olhou para Carlos. Ele estava de lado, mexendo no celular. Ela voltou a atenção para o guia.

— Duzentos e vinte pelos dois, incluindo entrada, três horas de passeio?

— Isso mesmo.

— Nada de taxa extra depois?

— Combinado é combinado.

— Fechado.

O guia estendeu a mão. Ela apertou.

— Pode pagar no final — ele disse. — Depois que eu mostrar o trabalho.

— Combinado.

Carlos guardou o celular e se aproximou.

— Fechou?

— Fechei.

— Quanto?

— Duzentos e vinte os dois.

— Ele ia cobrar trezentos.

— Por isso negociei.

Luísa ajustou a alça da bolsa. Negociar não era sobre ser mala. Era sobre perguntar antes de aceitar.

*Continua em: 645 — Carlos — Como perguntar sobre o roteiro ao guia turístico?*