Como contratar um guia turístico?

Carlos

O sol da manhã batia na fachada de pedra da catedral, iluminando os detalhes entalhados na entrada. Carlos estava com a mochila nas costas e o celular na mão, o mapa da cidade aberto na tela. Em volta, barracas de artesanato, camelôs vendendo água de coco, turistas andando em grupos.

— A cidade é grande — ele disse, olhando para o alto dos prédios coloniais.

— É — Luísa respondeu. — A gente pode andar sozinho, mas vamos perder metade das coisas.

— Guia turístico?

— Pensei nisso.

Ele olhou em volta. Perto da praça central, alguns profissionais uniformizados seguravam placas com nomes de empresas. Um deles, um homem moreno de boné azul, estava parado perto do coreto, sem ninguém.

Carlos caminhou até ele.

— Bom dia — ele disse.

— Bom dia — o homem respondeu. — Precisa de ajuda?

— A gente tá querendo um guia pra conhecer a cidade. O senhor trabalha com isso?

— Trabalho sim. Sou guia credenciado pela prefeitura.

O homem apontou para o crachá no peito. Uma foto, um nome, um selo.

— Quanto tempo de passeio? — Carlos perguntou.

— Depende do que vocês querem ver. Tem o roteiro histórico de três horas, o roteiro gastronômico de quatro horas, e o roteiro completo, que leva o dia inteiro.

— Qual é o mais famoso?

— O histórico. A gente vai a pé, passa pela catedral, pelo mercado, pela praça central, pelo museu da cidade. Três horas, muitas histórias.

— Quanto custa?

— Cento e cinquenta reais por pessoa. Inclui entrada nos museus.

Carlos olhou para Luísa. Ela fez que sim com a cabeça.

— Fechado — ele disse. — Por onde a gente começa?

O guia sorriu e ajustou o boné.

— Pode começar pela praça. A história dela começa em 1693.

Carlos guardou o celular. Já estava aprendendo.

*Continua em: 644 — Luísa — Como negociar o preço com o guia turístico?*