Carlos estava fechando a mochila quando o celular vibrou. Era o aplicativo do hostel. "Extras: taxa de turismo não incluída."
Ele franziu a testa. Taxa de turismo. Ele já tinha ouvido falar, mas nunca tinha pagado em hotel. Como funciona? Quanto é?
Guardou o celular no bolso e foi para a recepção. O rapaz de boné estava anotando alguma coisa num caderno de capa preta.
— Oi, uma dúvida.
— Fala.
— Essa taxa de turismo — Carlos apoiou a mão no balcão. — Como que paga? É agora na saída?
O recepcionista pousou a caneta.
— Então, a taxa de turismo é municipal. A gente cobra na saída, em dinheiro ou cartão. São cinco reais por pessoa por diária.
— Cinco reais?
— É. O hostel recolhe e repassa pra prefeitura.
Carlos fez as contas rápido. Duas pessoas, três diárias. Trinta reais.
— E se eu pagar agora, adianta?
— Pode pagar na saída, sem problema. Só não esquece, porque senão atrasa o check-out.
— Certo. Valeu.
Carlos voltou para o quarto com a informação na cabeça. Trinta reais. Nada absurdo. Ele abriu a carteira, viu quanto tinha em dinheiro. Ia precisar sacar.
Quando Luísa chegou do banho, ele já estava com o valor separado num envelope.
— Taxa de turismo — ele disse, mostrando o envelope. — Trinta reais.
— Ah, pensei que já tivesse pago.
— Eu também. Melhor saber agora do que na hora de ir embora.
*Continua em: livreto-590.md — Luísa — Como pedir para estender a estadia no hostel*