O último dia chegou e Luísa não queria ir embora. A cidade era boa, o apto era confortável, e eles tinham descoberto uma praça perto com uma banca de frutas que vendia a melhor manga que ela já tinha comido.
— A gente podia ficar mais um dia — ela disse, sentada na borda da cama.
Carlos estava fechando a mala, mas parou.
— O voo é hoje.
— A gente remarca.
— E o trabalho?
— Segunda a gente volta. Hoje é sábado.
Ele pensou. Ela viu o olho dele mudar.
— Pergunta pra Renata — ele disse.
Luísa já estava com o celular na mão.
"Renata, a gente está adorando a cidade e pensando em esticar a viagem por mais um dia. O apto está disponível pra amanhã também? Se estiver, a gente remarca o voo e fica."
A resposta demorou. Uns quinze minutos. Luísa ficou olhando a tela, o dedo batendo na perna.
Vibrou.
"Oi! Que bom que vocês tão gostando! Infelizmente amanhã já tem outro hóspede confirmado. Não consigo estender. Mas se quiser, posso recomendar um hostel perto daqui que é bem avaliado. Eles têm vaga, acabei de ver."
Luísa sentiu uma pontada de frustração. Mas passou rápido.
— Não pode — ela disse. — Já tem gente amanhã.
— Azar — Carlos disse. — Mas ela respondeu rápido.
— Recomendou um hostel perto.
— Vamo lá?
Luísa sorriu, mesmo com o não.
"Manda o contato do hostel, por favor! Obrigada por tudo, Renata. Foi ótimo ficar aqui."
"Claro! O nome é Hostel Casa Verde, na rua atrás da praça. Falo com o dono se quiser. Voltem sempre!"
*Continua em: livreto-583.md — Perguntar regras da casa no hostel*