Eram seis da tarde quando Carlos desceu para o saguão sozinho. Luísa estava no quarto terminando de se arrumar, e ele ficou de ir na frente, ver se o concierge recomendava algum lugar para sair à noite.
O concierge era o mesmo homem do café da manhã, paletó cinza, cabelo grisalho curto. Ele estava atrás do balcão organizando uns folhetos.
Carlos chegou perto. Parou. O concierge levantou a cabeça e esperou.
— Boa noite — Carlos disse. — A gente quer sair hoje à noite, mas não conhecemos a cidade.
— Boa noite, senhor. Que tipo de programa o senhor prefere?
Carlos pensou. Luísa gostava de música ao vivo, mas ele preferia um lugar mais calmo, onde desse para conversar sem gritar.
— Um bar, talvez. Com música ao vivo, mas não muito cheio.
O concierge abriu uma gaveta e tirou um cartão.
— Tem o Beco do Sax, na rua atrás da catedral. Aberto até meia-noite. Banda de jazz às quartas e sábados.
— Hoje é sábado — Carlos disse.
— Sim, senhor. Costuma encher depois das 21h. Se o senhor chegar umas 20h, pega lugar sentado.
Carlos pegou o cartão, virou, leu o endereço e o telefone.
— Fica longe?
— Quinze minutos andando. O senhor pode ir a pé, é reto descendo a rua principal.
Carlos guardou o cartão no bolso.
— Valeu.
— Disponha.
Ele subiu de volta. Entrou no elevador e olhou o cartão de novo. Só perguntou. Pronto.
*Continua em: livreto-566.md — Luísa — Como pedir ao concierge para comprar ingressos para um show*