O alarme do pórtico apitou quando Carlos passou. O agente da segurança ergueu a mão.
— Senhor, pode vir até aqui, por favor.
— Claro.
Carlos voltou. O agente apontou para o pórtico.
— Passa de novo, devagar.
Ele passou. O alarme apitou de novo.
— O senhor tem algum metal no bolso?
— Não. Tirei tudo.
— Cinto?
— Tirei.
— Pode tirar o casaco?
Carlos tirou a jaqueta. Passou de novo. O alarme apitou.
O agente suspirou.
— Vou precisar fazer uma revista manual. Pode levantar os braços?
Carlos levantou. O agente passou o detector manual. Apitou perto do bolso traseiro. Carlos tocou o bolso.
— Ah. É o adesivo de nicotina. Tenho um adesivo na perna.
— O adesivo disparou o alarme?
— Deve ser. Tem metal na embalagem.
— Entendi.
O agente guardou o detector. Mas Carlos olhou em volta. Tinha gente olhando. Uma criança apontou.
— Dá para fazer a revista num lugar reservado? — ele perguntou.
— Claro. Pode pedir. Acompanha a gente até a sala ao lado.
O agente o levou até uma sala pequena com parede de vidro fosco. Lá dentro, outro agente fez a revista manual com calma. Carlos mostrou o adesivo na perna. O agente conferiu, acenou.
— Tudo certo. Pode vestir.
— Obrigado.
Carlos saiu. A revista privada demorou mais dois minutos, mas foi feita com discrição. Ele preferiu assim. Não precisava que todo mundo visse.
*Continua em: 560 — Luísa — Como perguntar ao segurança sobre itens proibidos?*