A mochila estava aberta no banco do aeroporto. Luísa tinha tirado tudo: roupas, nécessaire, livro, tablet, carregador, uma garrafa térmica vazia, um pacote de castanhas.
— Tá arrumando de novo? — Carlos perguntou.
— To separando o que vai na mochila e o que vai na mala despachada.
— Já separou.
— Separei. Mas não tenho certeza se o tablet pode ir na mala de mão ou tem que ir na despachada.
— Tablet vai na de mão.
— E a garrafa térmica?
— Pode ir nos dois.
— E as castanhas?
— Castanha pode.
— E se eu levar iogurte?
— Iogurte não. Líquido.
— E pasta de dente?
— Pasta pode. Até cem mililitros.
Ela olhou para ele.
— Como você sabe tudo isso?
— Leio as regras antes de viajar.
— Então lê pra mim.
Ele pegou o celular e abriu o site da ANAC. Leu em voz alta.
— Líquidos até cem mililitros em embalagens individuais, tudo num saco plástico transparente de até um litro. Aparelhos eletrônicos separados na bandeja. Itens cortantes só na despachada.
— E carregador portátil?
— Power bank? Só na bagagem de mão. Não pode despachar.
— Bateria de reposição?
— Também só na de mão.
Luísa pegou o saco plástico e colocou os itens: pasta de dente, shampoo sólido, hidratante. Fechou. Colocou na mochila.
— Pronto. Agora sei o que levar.
— Perguntar antes evita problema na fila.
— Sei.
Ela fechou a mochila. Melhor perguntar antes e passar pela segurança sem sustos.
*Continua em: 559 — Carlos — Como pedir ao segurança uma revista privada?*