A esteira do raio-x parou. O agente da segurança franziu a testa e olhou para a tela.
— De quem é essa mochila azul?
— Minha — Carlos respondeu.
— Pode abrir aqui, por favor?
— Claro.
Ele pegou a mochila no final da esteira e levou até a mesa de inspeção. O agente colocou luvas de látex.
— O que tem aqui dentro?
— Roupa, nécessaire, tablet, carregador, uma caixa de presente.
— O carregador está embaçando a imagem. Pode abrir?
Carlos abriu a mochila. O agente mexeu com cuidado. Tirou o carregador, passou num detector separado. Tirou o tablet, abriu a capa. Tirou a caixa de presente.
— O que é?
— Uma caixa de bombons. Presente para minha sogra.
— Posso abrir?
— Claro.
O agente abriu a caixa. Os bombons estavam arrumados, cada um no seu lugar. Ele fechou e devolveu.
— Tudo certo. Pode guardar.
— Obrigado.
Carlos fechou a mochila. O agente tirou as luvas e acenou.
— Boa viagem.
— Obrigado.
Ele colocou a mochila nas costas. Luísa esperava do outro lado.
— Revistaram? — ela perguntou.
— Só olharam. O carregador tava embaçando a imagem.
— Deixou?
— Deixei. Não tenho nada a esconder.
Ela sorriu. Carlos ajustou a alça e seguiu. A revista era rápida quando não se tinha nada a temer.
*Continua em: 558 — Luísa — Como perguntar ao segurança o que pode levar na bagagem?*