O balcão da companhia aérea estava cheio. Luísa esperou na fila com a mochila nas costas e o passaporte na mão. Quando chegou sua vez, a atendente sorriu.
— Bom dia. Precisa de ajuda?
— Sim. Vou viajar com minha sogra. Ela tem oitenta anos e dificuldade de locomoção. Preciso solicitar assistência especial para ela.
— Ela está aqui?
— Está sentada ali.
Luísa apontou. Dona Lúcia estava mais adiante, sentada numa poltrona de plástico, a bolsa no colo, olhando o movimento.
— Ela usa bengala, muleta ou cadeira de rodas? — a atendente perguntou.
— Bengala, mas para distâncias longas ela sente dor.
— Entendi. Vou registrar assistência para embarque prioritário e transporte interno. Qual é o nome completo dela?
— Lúcia Almeida. CPF: 3-5-2...
A atendente digitou. Preencheu um formulário amarelo e anexou ao bilhete.
— Está registrado. No dia do voo, ela deve se apresentar neste balcão com pelo menos duas horas de antecedência. Um funcionário vai acompanhá-la até o portão. A cadeira de rodas estará disponível.
— E no desembarque?
— Também. No destino, outro funcionário espera no desembarque com a cadeira.
— Perfeito.
Luísa pegou o comprovante e foi até onde Dona Lúcia estava.
— Pronto, Dona Lúcia. A senhora não vai precisar andar pelo aeroporto inteiro.
— Ah, não precisava disso.
— Precisa sim. A gente quer que a senhora chegue bem.
Dona Lúcia segurou a mão dela. Luísa sentiu os dedos finos, a pele enrugada, o aperto calmo.
— Obrigada, minha filha.
— Imagina.
Luísa sentou ao lado dela. A assistência especial era simples de pedir. Bastava chegar no balcão e falar.
*Continua em: 553 — Carlos — Como pedir cartão de embarque impresso no aeroporto?*