O telefone tocou duas vezes antes de alguém atender.
— Central de Atendimento ao Passageiro, bom dia.
— Bom dia — Carlos falou, o celular apertado entre o ombro e a orelha. — Preciso solicitar uma cadeira de rodas no aeroporto.
— O senhor tem o número do voo?
— Tenho. G31245, amanhã, nove e meia da manhã.
— O voo é nacional ou internacional?
— Nacional.
— A assistência é para o senhor ou para acompanhante?
— Para minha mãe. Ela tem dificuldade para andar distâncias longas.
— Entendi. A solicitação pode ser feita pelo menos quarenta e oito horas antes do voo. O senhor está dentro do prazo.
— Ok.
— Preciso do nome completo, CPF e número do bilhete dela.
Carlos leu os dados. Digitou no teclado em resposta às perguntas da atendente.
— Está registrado. A cadeira de rodas estará disponível no balcão da companhia aérea no desembarque. Um acompanhante vai levar sua mãe até o portão de embarque.
— Até o portão?
— Até a porta da aeronave, se necessário.
— Perfeito. Obrigado.
— Disponha. Tenha um bom dia.
Carlos desligou. Luísa estava na mesa da cozinha, mexendo o café.
— Conseguiu? — ela perguntou.
— Consegui. Cadeira garantida no balcão da companhia amanhã.
— Sua mãe vai ficar mais tranquila.
— Ela não pede. Mas eu sei que precisa.
Ele colocou o celular no bolso. Um telefonema de cinco minutos resolvia o que sua mãe não teria coragem de pedir. Amanhã ela cruzaria o aeroporto sentada, sem dor no joelho, sem pressa.
*Continua em: 552 — Luísa — Como pedir assistência especial no aeroporto?*