O saguão de desembarque era enorme. Placas penduradas no teto indicavam direções: "Bagagem", "Saída", "Ônibus", "Táxi". Carlos olhou para cima, depois para os lados. As pernas estavam cansadas de horas sentado.
— Cade a esteira de bagagem? — ele perguntou.
— Acho que é por ali — Luísa respondeu, apontando para uma direção.
— Não parece.
Eles andaram um pouco. As placas se repetiam, mas nenhuma indicava claramente o número do voo deles. Carlos parou. Olhou em volta. Viu um agente de imigração uniformizado perto de uma porta restrita.
— Vou perguntar.
Ele foi até o agente. O homem era alto, colete azul, rádio na cintura.
— Licença. Qual é o caminho para a esteira de bagagem do voo seiscentos e quarenta?
O agente apontou para a esquerda.
— Segue esse corredor até o fim, desce a escada rolante. As esteiras são numeradas. A sua deve ser a três.
— Obrigado.
— Imagina.
Carlos voltou para Luísa.
— É por ali. Corredor, escada, esteira três.
— Perguntou.
— Perguntei. Melhor que ficar andando sem saber.
Eles seguiram o caminho indicado. Corredor, escada rolante, esteira três. Lá estava ela, rodando, as malas começando a sair.
— Perguntar é mais rápido que adivinhar — ele disse.
— Sempre foi.
Ele olhou para a esteira. A mala deles apareceu na curva, cinza, rodinhas viradas para cima. Ele pegou. Informação certa levou ao lugar certo.
*Continua em: 542 — Luísa — Como declarar bens na alfândega?*