Ela estava na fila da imigração pela segunda vez. Dessa vez, sozinha. Carlos já tinha passado e estava do outro lado, esperando. A vez dela chegou.
O agente era uma mulher, os cabelos grisalhos presos num coque apertado, os olhos atentos.
— Documentos, por favor.
Luísa já estava com tudo na mão. Passaporte aberto na página da foto. Formulário de imigração preenchido. Caneta no bolso, mas não precisou.
— Aqui.
Ela entregou. A agente pegou o passaporte, olhou a foto, comparou com o rosto. Depois pegou o formulário e leu cada campo com calma.
— Onde vai ficar?
— Copacabana Palace. Avenida Atlântica, mil setecentos e vinte e dois.
— Quantos dias?
— Dez. Saio no dia dezoito.
— Tem passagem de volta?
— Tenho. Quer ver?
— Sim.
Luísa abriu a bolsa, pegou o celular, mostrou a confirmação. A agente leu a tela, anotou o número do voo.
— Está tudo certo. Bem-vinda.
— Obrigada.
A agente carimbou o passaporte, devolveu.
Luísa guardou tudo na bolsa — passaporte, celular, formulário carimbado. Atravessou a porta de vidro para o lado da chegada.
— Pronto? — Carlos perguntou.
— Pronto. Ela perguntou tudo, eu já tava com tudo na mão.
— Organizada.
— É o segredo. Ter os documentos separados antes de chegar na fila. Não ficar procurando na bolsa na hora.
Ela olhou para trás, para as cabines de imigração. A fila continuava, mas ela já estava do lado de dentro. Documentos certos, respostas certas, mão firme.
*Continua em: 541 — Carlos — Como pedir informação ao agente de imigração?*