A fila da imigração andava rápido. Carlos chegou na frente da cabine. O agente era um rapaz novo, aparentemente cansado, mas ainda assim educado.
— Passaporte, por favor.
Carlos entregou. O agente abriu, folheou, encontrou a página certa.
— Motivo da viagem?
— Turismo.
— Quantos dias vai ficar?
Carlos pensou rápido. Dez dias. Ou eram onze? Ele contou nos dedos mentalmente. Chegou no dia oito, volta no dia dezoito. Dez dias ou onze?
— Dez — ele disse.
O agente digitou.
— Tem passagem de volta?
— Tenho. No dia dezoito.
— Pode mostrar?
Carlos puxou o celular, abriu o e-mail com a confirmação do voo, mostrou a tela para o agente.
O agente leu, confirmou a data, devolveu o celular.
— Certo. E onde vai ficar?
— Hotel Copacabana Palace.
O agente digitou de novo. Carimbou o passaporte. Devolveu.
— Bem-vindo. Aproveite a estadia.
— Obrigado.
Carlos saiu da cabine. Luísa estava esperando.
— Perguntou quantos dias?
— Perguntou. Falei dez.
— E a passagem de volta?
— Pediu pra ver. Mostrei no celular.
— Fez certo.
— É. Eles querem saber se a gente vai embora. É a pergunta principal.
Ele guardou o passaporte. A resposta tinha que ser exata, igual à passagem de volta. Se dissesse um número diferente do bilhete, o agente ia desconfiar. Dez dias, igual à reserva. Sem invenção.
*Continua em: 540 — Luísa — Como apresentar os documentos na imigração?*