Como responder ao agente de imigração sobre onde vai ficar?

Luísa

A cabine de imigração estava na frente dela. O agente era um homem de bigode fino, uniforme azul escuro, os olhos fixos no passaporte que ela tinha acabado de entregar. Ele folheou as páginas, encontrou o carimbo de entrada mais recente, depois olhou para ela.

— Motivo da viagem?

— Turismo.

Ele digitou alguma coisa no computador.

— Onde vai ficar?

Luísa abriu a boca. O nome do hotel estava na ponta da língua, mas por um segundo ela hesitou. Era o Copacabana Palace? Ou era o hotel do outro lado da rua? Ela tinha pesquisado tanto que os nomes se misturavam na cabeça.

— Copacabana Palace — ela disse.

O agente ergueu a sobrancelha.

— Endereço?

— Avenida Atlântica, mil setecentos e vinte e dois. Copacabana.

Ele digitou de novo. Depois olhou para ela, para a foto do passaporte, para ela de novo.

— Quantos dias?

— Dez.

Ele carimbou. Entregou o passaporte.

— Bem-vinda.

— Obrigada.

Luísa pegou o passaporte e saiu da fila. Respirou fundo.

— Ele perguntou o endereço do hotel — ela disse para Carlos.

— E você sabia?

— Sabia. Mas por um segundo eu esqueci. Acho que é o nervoso.

— Mas você respondeu certo.

— Respondi. Porque eu tinha anotado no celular antes de descer do avião.

— Boa ideia.

— É. O nome do hotel, o endereço, o telefone. Tudo no bloco de notas. Se ele perguntar, não erro.

Ela guardou o passaporte na bolsa. Saber onde ia ficar era parte da entrada no país. Não podia ser uma resposta vaga. Tinha que ser exata.

*Continua em: 539 — Carlos — Como responder ao agente de imigração sobre a duração da estadia?*