Como passar pela imigração no aeroporto?

Carlos

O corredor do aeroporto era longo e cheio de gente. Pessoas com malas, crianças, mochilas, documentos nas mãos. Placas verdes e amarelas indicavam os caminhos. Carlos seguiu a multidão, as passadas firmes, o passaporte na mão direita.

— É ali? — Luísa perguntou, apontando para as cabines enfileiradas.

— Acho que sim.

Ele olhou para as filas. Umas maiores, outras menores. Uma placa dizia "Todos os Passaportes". Outra, "Cidadãos Locais". Outra, "Conexão".

— Qual delas? — ele perguntou.

— A de todos os passaportes.

Ele entrou na fila. O coração acelerou um pouco. Não era medo, era a sensação de estar entrando num país novo. O cheiro do aeroporto era diferente — desinfetante, café, ar condicionado.

A fila andou rápido. Em alguns minutos, ele estava na frente da cabine. Um agente de meia-idade, uniforme azul, olhou para ele.

— Passaporte e formulário de imigração.

Carlos entregou os dois. O agente abriu o passaporte, folheou, olhou a foto, olhou para ele.

— Motivo da viagem?

— Turismo.

— Quantos dias?

— Dez.

— Onde vai ficar?

— Hotel Copacabana Palace.

O agente digitou alguma coisa, carimbou o passaporte, devolveu.

— Bem-vindo. Próximo.

— Obrigado.

Carlos saiu da fila, o passaporte na mão, o carimbo fresco na página. Um selo azul com a data de entrada.

— Pronto? — Luísa perguntou.

— Pronto.

— Foi fácil.

— Foi. Ele perguntou, eu respondi. Documentos certos, respostas certas. Não tem segredo.

Ele guardou o passaporte no bolso interno da jaqueta. O primeiro passo dentro do novo país estava dado. Tinha sido mais simples do que imaginava.

*Continua em: 538 — Luísa — Como responder ao agente de imigração sobre onde vai ficar?*