Como apoiar causas sociais nas interações?

Luísa

A cliente nova era uma ONG de educação antirracista. Luísa ficou animada com o projeto. Mas quando sentou para a primeira reunião, percebeu que não sabia metade do vocabulário que a equipe usava.

Letramento racial. Interseccionalidade. Epistemicídio.

Ela anotou tudo no caderno.

Na segunda reunião, ela perguntou:

— Posso falar uma coisa? Eu quero muito fazer esse projeto bem, mas tem termos que eu não domino. Podem me explicar?

A coordenadora sorriu.

— Isso é raro. Geralmente as pessoas fingem que sabem.

— Prefiro perguntar e aprender do que fazer errado.

A coordenadora explicou cada termo com paciência. Luísa entendeu que apoiar uma causa não era sobre saber tudo. Era sobre se colocar disponível para aprender e usar o próprio trabalho para amplificar a mensagem.

No design que criou, ela caprichou na representatividade. Colocou imagens diversas, cores fortes, tipografia que funcionava em diferentes contextos.

No fim do projeto, a coordenadora escreveu: "Melhor parceira que a gente já teve."

Luísa não salvou o e-mail por orgulho. Salvou por lembrete: apoiar causa social não era postar hashtag. Era colocar o próprio talento a serviço de quem estava na linha de frente.

*Continua em: 479 — Carlos — Como lidar com o bullying infantil?*