Como pedir para um amigo ser mestre de cerimônias do evento?

Carlos

Carlos parou o carro na frente do prédio do Marcelo e ficou segurando o volante. O casamento estava marcado. A igreja, confirmada. O buffet, fechado. Faltava uma peça: alguém pra conduzir a cerimônia. Ele queria que o Marcelo fosse o mestre de cerimônias.

— Por que você tá nervoso? — Luísa perguntou.

— Porque é chato pedir. Parece que tô dando trabalho.

— É um convite, não uma convocação.

Ele respirou fundo, pegou o celular e ligou.

— Alô? — o Marcelo atendeu animado.

— Marcelo, e aí?

— Tudo. Fala.

— Então, tô ligando porque... o casamento tá chegando, e eu queria te perguntar uma coisa.

— Fala.

— Você aceita ser o mestre de cerimônias?

— Sério?

— Sério. Acho que ninguém melhor que você. Conhece todo mundo, fala bem, tem jeito com a galera.

— Pô, Carlão. Aceito, claro. Fico honrado.

— Tem certeza? Não é obrigação.

— Claro que tenho. Vou preparar um discurso que vai fazer todo mundo chorar.

— Não chora não. Mas faz todo mundo rir.

— Isso eu garanto.

Carlos desligou e sentiu um peso saindo do peito. Era isso. Não precisava de discurso, de justificativa, de rodeio. Era só perguntar.

— Aceitou? — Luísa perguntou.

— Aceitou.

— Viu? Só perguntar.

Ele ligou o carro. O motor ronronou baixo. O Marcelo tinha topado. Mais uma caixa marcada na lista do casamento.

*Continua em: 460 — Luísa — Recusar convite de evento sem dar explicações detalhadas*