Carlos abriu o guarda-roupa e ficou parado na frente das camisas. Casamento do primo do Beto. Igreja às dezesseis, festa às dezenove. O convite não dizia o tipo de roupa.
— Tá difícil? — a Luísa apareceu atrás, já de brinco e maquiagem.
— Tô tentando entender o que vestir.
— É casamento à tarde. Nem tão formal, nem tão casual.
Ele tirou a camisa social azul claro. — Essa?
— Boa. Mas sem gravata, que é de tarde. E calça social cinza.
— Isso não vai ficar muito arrumado?
— Melhor estar mais arrumado do que de menos.
Ele vestiu a camisa e sentiu o tecido fresco no corpo. Calça social cinza, sapatos marrons, cinto combinando. Olhou no espheiro e se virou pro lado.
— A camisa tá boa?
— Tá, mas desabotoa o primeiro botão. Tão formal não.
Ele soltou o botão. O colarinho abriu, tirando o aperto do pescoço.
— Pronto.
— Agora tira o relógio do outro pulso.
Ele olhou pro pulso. Tava no direito. Passou pro esquerdo.
— Melhor?
— Perfeito.
Quando chegaram na festa, Carlos viu a variedade de roupas. Tinha homem de terno completo e homem de camisa polo. Ele estava num meio termo confortável — nem deslocado, nem exagerado. Sentou na mesa e afrouxou o sapato por baixo da toalha. Tinha acertado.
*Continua em: 452 — Luísa — Perguntar o dress code de um evento*