Como evitar mal-entendidos com emojis?

A mensagem chegou no meio do expediente. Um cliente: "Adorei a primeira versão 😅"

Luísa franziu a testa. O emoji de sorriso com suor — o que significava? Que ele tinha gostado mesmo? Ou que tinha gostado, mas com ressalvas?

Camila viu a cara dela.

— O que houve?

— Esse emoji. Esse sorriso suado. O que ele quer dizer?

— Depende da idade.

—?

— Gente acima de quarenta usa esse emoji pra tudo. É o coringa emocional.

— Então ele gostou?

— Pelo contexto, sim.

— Mas se ele tivesse dúvida?

— Aí ele teria escrito "gostei, mas..." alguma coisa. O emoji veio depois da frase positiva. É reforço, não contradição.

Luísa pensou.

— Às vezes eu mesma mando emoji e a pessoa interpreta errado.

— Exemplo?

— Semana passada mandei um 🫰 pra uma amiga. Ela achou que era indireta.

— Kkk. É que você é da geração do rock. Pra ela, pode ser outra coisa.

— Então como evito?

— Se você tem dúvida se a pessoa vai entender, ou escreve o que quer dizer ou usa emoji óbvio. Coração. Joinha. Rosto sorrindo. Foguinho. Esquece os emojis de duplo sentido.

— E o que faço com esse cliente?

— Responde normal. "Que bom que gostou! Qualquer ajuste é só falar." Sem emoji. Assim você cobre os dois cenários.

Luísa respondeu. O cliente respondeu: "Fechado, perfeito!"

Sem emoji. Só texto claro.

*Continua em: 421 — Carlos — Como interpretar o tom de uma mensagem escrita?*