O grupo do WhatsApp da família estava pegando fogo. A Clarinha tinha mandado a foto de um vestido com a legenda: "Esse fica bom pra formatura?"
A tia respondeu: "Muito bonito, filha." A prima: "Lindo!" A mãe: "Passa o link."
Luísa olhou pro vestido. Era bonito, sim. Mas ela queria responder de um jeito que mostrasse empolgação sem precisar escrever um texto.
Ela mandou: "LINDÍSSIMO 🔥"
A Clarinha respondeu na hora: "O fogo foi a aprovação que eu precisava kkk"
Carlos olhou por cima.
— Fogo de empolgação?
— Fogo de empolgação.
— Clara entendeu.
— Não precisei fazer um texto explicando.
Camila, no estúdio, tinha uma teoria sobre isso: emoji informal era atalho emocional. Substituía tom de voz. Mas só funcionava quando as pessoas compartilhavam o mesmo código.
— Projeto novo — Camila disse, mandando um print no grupo do trabalho.
Luísa respondeu: "👏👏👏"
Camila respondeu: "kkk obrigada"
Depois, num grupo mais sério, com clientes, ela não usava emoji. Pra cada contexto, um código.
Ela guardou o celular. Entre amigos e família, emoji era abraço em forma de ícone.
*Continua em: 419 — Carlos — Como interpretar emojis que recebe?*